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“ O que é Religião” ?
A religião é um dos assuntos mais polêmicos. Para podermos entender
iremos dividi-la em vários aspectos.
A religião é uma das atividades mais universais conhecidas pela
humanidade, sendo praticada por todas as culturas desde o início dos
tempos. Por exemplo, as africanas, onde
teve como seu fundador Kam, um dos filhos de Noé.
Contudo,
não há uma definição de religião universalmente aceita, até hoje. A religião
parece ter surgido do desejo de encontrar um significado e propósito
definitivos para a vida, geralmente centrado na crença e ritual à um ser (ou
seres) sobrenatural. Também existe a exploração comercial, tendo como símbolo o
nome de religião, que nos dias de hoje é comum. Na maioria das religiões, os devotos
tentam honrar e/ou influenciar seu deus ou deuses através de preces,
sacrifícios e a sacralização de animais ou comportamento correto.
Também,
surge a pergunta a respeito do que pode ser incluído no que chamamos de
religião. Por exemplo: Podemos chamar o marxismo – leninismo; o fanatismo e o
radicalismo partidário político de religião, ou humanismo (a crença na
humanidade e na razão no lugar de um ou vários deuses)? Algumas pessoas poderiam incluir tais crenças
em uma definição moderna de religião como “qualquer coisa à qual oferecemos
devoção absoluta”; contudo, tais crenças normalmente não incluem qualquer
referência a um ser (ou seres) deus (ou deuses) sobrenatural ou máximo.
Portanto, é melhor descrevê-las como ideologias e não religiões, embora possam
compartilhar muitas das características da religião.
A religião é feita tanto de crenças e rituais quanto de práticas. A
teologia acadêmica (especialmente no Ocidente e em relação ao cristianismo)
tende a se concentrar na crença. Todavia, é importante observar que em algumas
sociedades não há uma palavra correta para religião. Não se trata de um
compartimento separado da vida – é um modo de compreender e viver a própria
vida. Mesmo assim, é possível distinguir vários aspectos diferentes em quase
todas as religiões. Uma classificação amplamente aceita identifica como cinco
aspectos:
A fé
é a parte interna da religião (fundamento); o que as pessoas
acreditam, seus sentimentos de temor, quizilas ou ehô (africano) e reverência,
prece individual, etc...
O culto/rituais
é tudo que está envolvido na
devoção – construções, feitura de òrìsàs (religião africana),
imagens, altares, rituais, sacralização de animais (em várias religiões
inclusive africana), canções sagradas (no africano, temos: Orin = cântico de
apelação; Orìkí = cânticos de louvor), reuniões da comunidade e assim por
diante.
A comunidade
é o aspecto social da religião – os devotos em seu templo/igreja ou no ilé
africano (casa de religião africana) específicos, a denominação ou seita mais
ampla, monges; padres/freiras; bàbálóòrìsàs/ ìyálóòrìsàs, etc...
O credo
envolve todas as crenças e idéias mantidas pela religião como um todo,
incluindo escrituras e idéias sobre Deus, anjos, o céu, o inferno e a salvação,
assim como, nas religiões de matriz africana os Òrìsàs (lendas escritas
e somente faladas de boca/ouvidos; os cânticos = orin; orìkí e cultuar seus
ancestrais).
O código
envolve a suas crenças religiosas e
inclui-se éticas, tabus (em africano quizilas/ehô) e idéias sobre o pecado, o
que é certo e o que é errado ritualisticamente, porque, entre o fundamento e
rituais têm que haver lógica,
principalmente, nas religiões de matriz africana, e a santidade.
As religiões do mundo podem ser divididas em dois grupos principais: primitivas
e universais.
As primitivas incluem as religiões
tradicionais da África (povos sudaneses: Nações de Òyó; de Ijèsà; e de
Ketu, chamados aqui no Brasil de povos Nagô (que os franceses chamavam e
deram a origem da palavra “Nagô” aos povos das Nações da África-Negra -
Sudaneses), bem como, a Nação e religiões das áreas vizinhas Ewes
(evoes), conhecidos em nosso País como Nação Jèje. Assim como, povos
Bantus: Nações de Angola; Kongo; Kabinda; Benguelas: Bangalas; Musikongos;
Rebolos; Monjolos, etc...Primitivas também na Australásia, Oceania, algumas
regiões da Ásia e os povos primitivos das Américas, além das religiões
“pré-cristãs da Europa e religiões de outros povos antigos.
Essas
religiões, embora diferentes em detalhes, possuem várias características em
comum. Todas elas tendem a ser locais – são específicas para a Nação ou povo
que as praticam. Exemplo a africana:
seus praticantes geralmente não as consideram relevantes para outros
povos, inclusive dentro do mesmo País. Dessa maneira, muitos dos mitos e
histórias de uma Nação de culto religioso, no caso, africana, não serve para a
outra (Nação) ou desse tipo de religião que praticam com a origem de uma Nação
específica. Já no Brasil, as religiões de origem africana, devido, aos empórios
de escravos, houve uma grande fusão de Nações e até mesmo, do fundamento e de
rituais, dando origem à outras modalidades de religiões e idiomas (misturados)
de origem africana.
As
religiões primitivas remanescentes (animistas) tendem a depender em
grande parte da tradição oral em vez de escrituras e são
geralmente não-missionárias.
As religiões universais acreditam ter importância para todo o mundo e
tentam, com maior ou menor intensidade, converter pessoas. Ai! Está a grande
diferença entre as primitivas e as universais. Além disso, em sua maioria, desenvolveram
escrituras que desempenham um papel central na religião.
O
islamismo e o cristianismo são exemplos característicos desse tipo de religião
universal. Pois, vendem a idéia de um Deus através das escrituras,
principalmente, para sensibilizar e catequizar seus adeptos. Dentro do
grupo universal algumas famílias principais podem ser identificadas. A família
semítica inclui o judaísmo, o
cristianismo e o islamismo, os
quais compartilham de uma base comum histórica e geográfica.
A família
indiana é composta do hinduísmo, do
budismo antigo, do jainismo e da doutrina dos sikhs.
A família
do Extremo Oriente inclui o confucionismo, o taoísmo e o xintoísmo.
Embora
qualquer religião normalmente afirme ter sido inspirada por “Deus”, é
importante lembrar que todas elas começam e se desenvolvem em situações
históricas, geográficas e culturais específicas que influenciam e moldam a
forma tomada pela religião.
Outra
forma de classificar grupos de religiões é a distinção entre aquelas com um
único deus (monoteístas) e
aquelas com vários deuses (politeístas).
As religiões monoteístas incluem o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Nesta classificação
somos obrigados incluir a crença em um deus supremo é encontrada em toda a África,
mas em muitas as regiões Ele é considerado tão grande e remoto que não é
adorado. E de uma classificação “monoteísta passa para politeísta”,
ou seja, em seu lugar, são adorados Òrìsàs poderosos, cada um com
características especificas, e em seus rituais incluindo também os ancestrais,
que agem como intermediários entre as pessoas e o deus supremo.
As religiões politeístas incluem o hinduísmo, como também as
religiões gregas, germânicas e egípcias, as primitivas e tradicionais dos
africanistas (África), as indígenas das Américas e várias religiões primitivas
remanescentes.
A contribuição da Revolução Francesa, com relação do Ser Supremo na França
revolucionária, em 1794. No início da Revolução Francesa havia um “sentimento
anticristão” considerável. Contudo, em poucos anos a liderança revolucionária
passou a acreditar que a Religião (não importa qual fosse) era necessária para
a estabilidade social e introduziu um culto do “Ser Supremo”. (Exploer).
No século atual (XXI), particularmente no Ocidente, algumas pessoas têm notado sinais de declínio na
religião e sua substituição pelo que chamamos de religião do secularismo
(uma crença de que o mundo físico é auto-suficiente e pode ser perfeitamente
compreendido pelo discernimento da
ciência moderna, sem consultas a explicações sobrenaturais).
Embora
seja evidente e constado estatisticamente que em algumas sociedades haja um
declínio nas religiões organizadas, há poucas provas de que o mesmo ocorra em
relação à religiosidade (sentimentos religiosos). Apesar de em muitos países do
Ocidente um número cada vez menor de pessoas estar freqüentando regularmente
aos Templos Religiosos. Mas, em sua maioria ainda afirma e diz que acredita em
Deus. Será que é verdade ! Pois, tal comportamento pode indicar uma mudança nos
padrões de religiosidade, e não necessariamente declínio, talvez, retornando ou
buscando nas religiões de origens primitivas e baseadas na natureza o seu
sentimento religioso. Um exemplo disso é o aumento de novos movimentos
religiosos em sociedades ocidentais, oferecendo a cultura de religiões de
origens primitivas (que está relacionada com a natureza, como exemplo: as
religiões africanistas) e em outros casos as alternativas não-disponíveis no
passado, sendo sim, uma nova criação religiosa com origem na mistura de várias
religiões e também com vários interesses financeiros. E pregando até quanto
vale (numerário, dinheiro) a sua fé em Deus. Desse modo, grupos religiosos,
atraem seguidores poucos inteligentes e outros desapontados com as religiões
tradicionais, embora no sentimento de muitos ainda conservem uma religiosidade
básica.
É de
bom alvitre dizer: Deve-se lembrar também que enquanto as religiões organizadas
parece estar declinando no Ocidente, na maioria das regiões do mundo as
principais religiões ainda são as universais (especialmente o cristianismo e o
islamismo) estão aumentando a uma velocidade considerável. Desse modo, podemos
concluir, a religião – sempre presente e em constante mutação – continua sendo
um fenômeno quase universal.
De modo geral, as religiões primitivas que sobrevivem atualmente são
as religiões de sociedades não-alfabetizadas, em algumas Nações Africanas e
outras em vários Continentes, normalmente sociedades Tribais. Embora não
possuem fontes escritas, isso não significa que não tenham história ou sejam,
de algum modo, são remanescentes “fossilizados” de uma outra era
passada, tendo como principal maneira, como sendo, de boca/ouvido e visual.
Já
como as religiões universais, a maior, parte delas possui histórias bem
coordenadas e fabricadas pelo próprio homem, longas e complexas.
A
palavra “primitiva” é usada para transmitir a idéia de que essas
religiões se originaram em uma época anterior da história humana e fundamentam
todas as principais religiões do mundo e neste caso destacamos as de origem
africana, tendo como seu principal fundador, Kam um dos filhos de Noé.
Pois, não é correto considerar-se essas religiões como sendo simplistas,
uma vez que freqüentemente contêm crenças/rituais e idéias a respeito do mundo
que alcançam altos níveis de sofisticação.
Existem
milhares de sociedades primitivas espalhadas por todo o mundo. Nas Américas, na
Sibéria, no Ártico, na Ásia Central, Austrália, sudeste da Ásia e ilhas do
Pacífico. Toda sociedade primitiva tem sua própria cultura e sua própria
religião, exemplo: As Nações Africanas, tanto de origem sudaneses como bantu.
Contudo, essas religiões possuem o suficiente em comum, em termos de
crenças/ritos e práticas. Assim como, as outras citadas, para que seja possível
agrupá-las como religiões primitivas.
Em
quase todas as religiões primitivas há um conceito de um deus supremo, às vezes
proeminente na vida religiosa, às vezes remoto e desinteressado dos assuntos
humanos.
Crença
em um deus supremo é encontrado em quase toda a África, mas em várias regiões
ele é considerado tão grande e remoto que não é adorado. Em seu lugar, são as
divindades os Òrìsàs/Voduns adorados, cada um com características
específicas, cultuando também seus ancestrais, que agem como intermediários
entre as pessoas e o deus supremo. Tanto na África como aqui no Brasil, as
pessoas se aproximam das divindades africanas (Òrìsàs/Voduns) apenas em
casos de sofrimento extremo (doenças, amor, bem como, a cobiça de almejar uma
posição social melhor ou interesses financeiros, etc...Mas, muitos poucos por
vocação em dar continuidade religiosa). Elucidando melhor, na África Ocidental,
nas Américas, na Ásia e na Polinésia, acredita-se em uma profusão de divindades
que não o deus supremo.
Todos
os povos primitivos, e como exemplo: Africanos que praticam a religião
primitiva crêem em espíritos ou almas de seus ancestrais que sobrevivem no
“espaço” após a morte e são capazes de interferir de maneira benéfica ou
maligna na vida dos vivos (maligna = neste caso, são os “ará orùn” =
todos aqueles que acabam se suicidando ou vindo a falecer de acidentes e ficam
vagando). E possui o poder de prejudicar (enviando doenças, desastres pessoais
e no amor, financeiros e negócios). Exemplo: Em todo os rituais Africanos, são
reverenciados os ancestrais através de rituais, preces e oferendas para não
haver prejuízos aos seres humanos vivos e, os mesmos, serem benéficos aos
vivos. Além de divindades Òrìsàs/Voduns e espíritos ancestrais, a maior
parte dos povos primitivos acredita em vários espíritos inferiores (em rituais
de origem africanas = Exus) que podem ser malévolos, caprichosos e
interesseiros. Os espíritos inferiores, morando em todos os tipos de lugares
possíveis, inclusive no corpo dos seres humanos. No mundo atual, são os
primeiros mensageiros para pertencer e praticar a “magia negra”, sendo
imprevisíveis e as pessoas são cuidadosas em não ofendê-los.
Acredita-se
que o mana seja um poder
espiritual ou força de vida que permeia o universo. Originalmente uma palavra
melanésia, é hoje empregada por antropólogos para definir uma força
espiritual em outras religiões
primitivas. O mana não é um espírito e não possui desejos ou propósitos
– é impessoal e flui de uma coisa para outra, podendo ser manipulado para se
alcançar determinados fins. Como exemplo: Talismãs, amuletos e remédios contêm
essa força, sendo possível utilizá-la para propósitos “benéficos” ou até
mesmo “malignos”.
Existe
toda uma gama de especialistas religiosos – de sacerdotes em gerais; de
bàbálóòrìsàs e iyálóòrìsàs; de profetas; adivinhos e reis sagrados
da África a curandeiros das Américas e Xamãs da Sibéria e do Ártico. Seu papel,
principal, é servir de mediador – em determinados casos em estado de transe
extático em outros não. Existindo objetos preparados ritualisticamente para os
fins, exemplo: búzios; runas, etc... – entre as pessoas e o mundo espiritual.
No caso, um bàbálóòrìsà ou iyálóòrìsà (na Religião de Matriz
Africana) tem a função de servir a uma divindade (Olórí = Òrìsà,
Divindade, correspondente a cabeça da pessoa e por inteiro (Também definido
como “Elemi ou Elemim”, é o dono “eu” (vida) = elé => dono; èmí =>
alma, espírito, vida) e outras divindades (Eléèdá = Òrìsàs, Divindades,
protetores e guias espirituais e coadjuvantes ao Olórí e que vela pela pessoa)
efetuando deveres rituais e cerimoniais específicos e também à outros Òrìsàs
e principalmente, ao Òrìsà que corresponde adivinhação. Todos são “Elementais”
fluídos da natureza, vibrações permanentes dos elementos naturais: fogo;
terra; água; ar. Já, os Exus
se usam de “Elementais inferiores” não possuindo inteligência e vontade
etc., ficando subordinados aos Òrìsàs donos dos elementos naturais.
Onde, os Exus, são apenas como uma imagem (espíritos) que as pessoas sensíveis
podem captar e personificar, e se utilizando na maioria das vezes, destes, para
fins maléficos, como: amores infrutíferos, vícios e drogas, frustrações dos
seres humanos, etc...
No
mundo atual (século XXI), a maior parte dos povos primitivos ainda existentes
foi profundamente influenciada pelo contato com sociedades mais “sofisticadas”
e suas respectivas religiões. Isso gerou e vem cada vez mais fazendo o
surgimento de novos movimentos dentro de religiões primitivas e, em alguns
casos, novas religiões (exemplo: Umbanda no Brasil), etc...
A
maioria desses movimentos desenvolveu-se devido à interação com o cristianismo
e outros...Na Papua Nova Guiné e em outras ilhas do Pacífico, por exemplo,
elementos primitivos e cristãos combinaram-se para dar origem a uma nova
sociedade.
Resumo:
É uma religião universal moderna que tem por objetivo a unidade de todas
as religiões existentes e o congraçamento espiritual de toda a humanidade tendo
evoluído a partir dos ensinamentos de dois visionários persas do século XIX – Mirza
Ali Muhammad (1820 – 1850), conhecido como Bab (passagem), e Mirza
Husahi Ali (1817 – 1892), conhecido como Baha’ullah (Glória de Deus).
Baba’ullah
anunciou em 1863 que ele era a mais recente de uma série de manifestações
divinas – incluindo Jesus, Buda, Maomé e Zoroastro – enviado para redimir e
purificar o mundo.
Baha’ullah
foi aprisionado e exilado por inúmeras vezes, tendo estabelecido sua sede na
Palestina seus ensinamentos para uma religião baseada em uma nova escritura, o
“Kitab Akdas”.
Seus
seguidores acreditam que ele seja uma manifestação de Deus e um curandeiro
divino, que veio para aliviar sofrimentos e unir a humanidade.
Atualmente,
o Baha’i possui mais de 5 milhões de membros por todo o mundo, inclusive no
Brasil, sendo perseguido no Irã desde 1979.
Textos,
baseado em pesquisas junto a Enciclopédia Compacta e outros....